Proposta para a Construção de um Ecossistema de Empreendimentos Sustentáveis na Amazônia

26/05/2011

Madeira plástica tem que ser de lei

Marcos Sá Correa

29.02.2004  |  Calma. O planeta ainda não chegou ao ponto de lhe pedir para mobiliar a casa com madeira plástica. Mas está ficando difícil explicar por que ainda é preciso derrubar árvores para fazer banco de jardim, mesa de varanda, mourão de cerca, caibro de telhado, estaca de píer ou deque de piscina. Tudo isso já se faz sem ligar a motosserra, com ripas que vêm do lixo, em vez de serem arrancadas das florestas.

E às vezes que é feito com ela sai até melhor do que antes, como acontece com os dormentes. Nesse caso, posta sob as linhas ferroviárias, onde as toras clássica de eucalipto, encharcadas de creosoto, porejam ao longo de sua vida útil, um veneno capaz de contaminar o solo, a madeira plástica brilha como trilhos, indicando o caminho por onde certamente correrão as estradas de ferro do futuro.

É que, ao contrário da madeira natural, a plástica vem de fábrica imunizada contra fungos, cupins e outras pragas. Dura, deixada ao tempo, pelo menos 50 anos, sem tratamentos tóxicos. Resiste a cargas de até 80 toneladas, que reduziriam dormentes convencionais a maços de farpas. E amortece as vibrações que esmerilham rolamentos nas rodas dos trens, coisa que um bloco de concreto não faz.

Mas o melhor é que a madeira plástica é feita de frascos, garrafas, copos descartáveis, embalagens e outros fantasmas de poliolefina que poluem a xepa urbana. Sobretudo no Brasil, onde 76% dos resíduos são jogados a céu aberto e a nata de PET que bóia na Baía de Guanabara tem sido o indício mais persuasivo de que o programa de despoluição botou fora onze anos e US$ 800 milhões de dólares.

Ver a madeira plástica brotar como pasta de bisnaga – com forma, textura e até cor da madeira verdade – do caldo de entulho petroquímico digerido pela máquina parece mágica até para quem aposta pesado nesse novo trunfo da reciclagem. “Sempre que vejo ela saindo do molde eu me impressiono como da primeira vez”, diz Geraldo Pilz, que fabrica por semana três toneladas de madeira alternativa na Baixada Fluminense.

Ele é dono da Cogumelo, uma fábrica de perfis em fibra de vidro plantada em Campo Grande, a antiga Zona Rural do Rio de Janeiro. Pilz tem 65 anos. Sua fábrica, 31. Mas ambos ainda vivem correndo atrás de atrás de novidades. Ele é aquele tipo de empresário que conversa com a mão no ombro do funcionário, “para ele relaxar”. Formou-se em economia, mas vai logo avisando que não tem nem quis ter M.B.A., o diploma americano de mestrado em administração que se traduz em português por altos salários em administração de empresas. “Eu só tenho T.B.C.”, declara.

T.B.C. quer dizer: “Tire a Bunda da Cadeira”. É o mesmo diploma que ele cobrou do filho, para quem vai agora passando aos poucos as rédeas da empresa. Daniel Pilz nasceu no mesmo ano da Cogumelo, fez em desenho industrial. Foi campeão sul-americano de wind-surf e andou metido com pára-quedismo e vôo-livre. Estava quase se profissionalizando em esportes radicais quando o pai o chamou da Austrália para cursar o T.B.C. em Campo Grande.

Chamar a Cogumelo de empresa familiar é eufemismo. Além de Daniel, Áurea, a mulher de Geraldo, trabalha na administração da fábrica. Os três têm o hábito de chegar cedo e sair, comer de bandejão e encaixar visitas a clientes em viagens de recreio. O filho, nos fins de semana, veste a camiseta da firma e carrega sempre em cima do carro, um Land Rover, as escadas de alumínio e fibra de vidro que foram o penúltimo lançamento da fábrica, antes da madeira plástica.

É um modo de mostrar ao mundo que ela existe. Essas escadas desembarcaram no Brasil há poucos anos. Ao resolver produzi-las aqui, com licença da Werner Ladders americana, Pilz foi visitar pessoalmente velhos fabricantes de escadas de madeira no mercado nacional, para lhes falar das excelências do similar em liga leve. Queria, na época, oferecer-lhes a matéria-prima. “Mas eles me puseram para correr e não tive outro jeito senão fabricar eu mesmo as escadas”, conta Pilz. Dispensado como fornecedor, tornou-se concorrente da indústria tradicional e acabou por lhes tomar grandes clientes, como companhias de eletricidade, telefônicas e até bombeiros.

Aliás, “a vantagem de circular com essas escadas na capota é que as pessoas pensam que meu carro é da Telerj”, explica Daniel. Em teoria, assaltantes não se interessam por carros da Telerj. Na prática, a família inteira se comporta como propaganda ambulante da Cogumelo, que originalmente se especializava em produtos mais ou menos obscuros, como cabos, tubos, grades e outros produtos de uso industrial.

Oficialmente, ela se apresenta como uma fábrica de “pultrudados”. Mas não adianta procurar no dicionário. A palavra não existe. É um neologismo estritamente técnico, trazido diretamente do inglês para batizar o processo contínuo de modelagem da fibra de vidro em formas quentes. Trata-se, em resumo, de uma variante patenteada da extrusão. Nos primeiros tempos, dava um trabalho danado explicar aos leigos o que vinha a ser aquele “pultrudado” impresso no logotipo da firma, cada vez que Daniel parava o Land Rover em estacionamentos públicos.

Com tais antecedentes, vender madeira plástica num país que ainda não começou a comprá-la é o de menos para os Pilz. Não é a primeira vez que eles promovem soluções para problemas que não parecem incomodar os brasileiros. A própria Cogumelo só está aí porque, trinta e tantos anos atrás, Geraldo Pilz se rebelou contra o conteúdo das caixas de componentes importados que costumava abrir na Caterpillar da Bahia. Era então gerente de peças. E não entendia por que o Brasil deveria que trazer do exterior bugigangas que qualquer país é capaz de fazer, como “tijolo de ferro com um furo no meio” ou lâmpada G&E para trator Caterpillar.

De tanto dicsutir, mudou-se para a Sotreq, no Rio de Janeiro. Onde continuou recebendo os mesmos contêineres com as mesmas encomendas. “Não era isso que eu queria fazer na vida”, ele alega. Demitiu-se, pegou o fundo de garantia e, “com a cara, a coragem e a mulher grávida”, fundou em 1972 a Indústria de Componentes de Tratores Ltda. Era um oficina de fundo de quintal. Fazia tetos em fibra de vidro para trator porque, naquele tempo, “tratorista tinha que trabalhar num banco aberto, cozinhando ao sol”.

O produto emplacou. Emplacou tanto que, na virada dos anos 80, todos tratores nacionais passaram a sair da linha de montagem com tetos iguais ao seu, mas feitos pelas grandes marcas. A fabriqueta de Pilz foi à lona. Chegara a fazer 80 cabines por dia. Estava reduzida a meia dúzia. E, para piorar as coisas, o proprietário tinha brigado com os antigos clientes, processando-os por abuso de poder econômico. Foi quando caiu nas mãos de Pilz uma revista técnica, contando que nos Estados Unidos já se faziam perfis em fibra de vidro pela tal da pultrusão.

“ Fui na mesma hora para lá, bater na porta de quatro empresas, com meu inglês de índio”, ele lembra. “Numa delas, a da Pensilvânia, o sujeito que me recebeu estava usando botas. Eu me senti no lugar certo. Fomos almoçar. Pedi-lhe para comprar a tecnologia, mas não as máquinas, porque isso o Brasil podia fazer para mim. Ele topou e quis saber quando eu mandaria para meu engenheiro para o treinamento. Respondi que o engenheiro tinha que ser eu mesmo”.

Pagou o know-how em oito parcelas. Ao fechar o contrato não tinha dinheiro para a primeira prestação. Mas, no Rio, os funcionários se reuniram com Áurea e lhe ofereceram um crédito no valor do décimo-terceiro salário que tinham a receber. Dos 30 empregados que entraram nessa coleta, 15 trabalham até hoje na casa. Os outros só saíram aposentados.
Com o fiasco das cabines de tratores, ele tinha aprendido “que no Brasil a gente tem que diversificar, para resistir. Senão, quando vem uma crise, e aqui sempre vem uma crise, o empresário demite os funcionários que não tinham nada a ver com isso. Quem tem obrigação de prever a crise é o patrão”. Hoje, a Cogumelo funciona com 150 funcionários.

Pilz chegou à madeira plástica de tanto procurar opções conta os achaques do mercado. “Na ocasião, nem me passou pela cabeça que ela também tinha vantagens ambientais. Depois é que a ecologia me entrou no sangue. Mas estava mesmo era querendo um jeito de depender menos das multinacionais que me fornecem a matéria-prima. Fibra de vidro custa muito caro para o Brasil. Eu geralmente acompanho seu preço, comparando-o com a cotação do quilo de filé-mignon”.

O remédio estava na reciclagem de lixo. Pilz pôs o olho nas fábricas americanas que, nos anos 90, tiraram proveito da legislação ambientalista. Depois que as construtoras tiraram as mãos das últimas reservas públicas de cedro e sequóia, até madeireiras tradicionais, como a Georgia-Pacific e a Weyerhaeuser, deram para oferecer aos consumidores deques pré-fabricados em madeira plástica.

Pilz comprou a tecnologia de Scott Hauser, ex-sócio minoritário da U.S. Plastic Plumber, pioneira do ramo. E fez o serviço completo. Trouxe-o ao Brasil para ver como funciona a coleta de lixo no aterro sanitário de Gramacho, com crianças disputando espaço com urubus. “Sou da opinião que eles têm que conhecer nossos problemas”, diz ele. Também lhe ofereceu, neste verão, um mês de férias no Rio de Janeiro por conta da empresa, aproveitando sua presença aqui para dar os últimos retoques em sua máquina.

A Cogumelo sozinha. Sua madeira plástica não tem concorrência, exceto a que é feita, por processos meio artesanais, numa fazenda devotada à recuperação de drogados no interior de São Paulo. O problema é que o país mal sabe que ela existe. A começar pelos marceneiros. Ela pode ser furada, serrada, aparafusada e pregada como a madeira comum. Dispensa verniz. Vem tingida de fábrica, para sempre. Custa mais ou menos o mesmo que o metro quadrado de pinho. Sai da fábrica em vários calibres. E seu comprimento, como não tem relação com altura de árvore, só tem um limite: a capacidade que tem o cliente de transportá-la.

Então está tudo resolvido? “Não”, responde Pilz. Porque falta, como sempre, a parte do governo. “E não estou pedindo favor nenhum”, ele ressalva. Só quer que a lei descubra a madeira plástica. Nos Estados Unidos, ela pegou graças aos dispositivos que inibem o desmatamento ou proíbem caminhões que transportam alimentos de usar prateleiras de compensado natural, sujeitas a rachadores que viram ninhos de fungos. Por por essas e outras, 25 fábricas americanas já fazem madeira plástica, produto que mal passou do décimo aniversário.

Aqui, a Cogumelo tem que montar bancos e mesas de jardim, para mostrar que a reciclagem funciona. Basta-lhe uma única máquina para suprir toda a demanda. Mas a Companhia Vale do Rio Doce encomendou, experimentalmente, os primeiros dois mil dormentes de madeira plástica. Dois mil dormentes dão um quilômetro de linha férrea. E consomem 160 toneladas de lixo plástico.

Quer saber o que isso significa? Multiplique a equação da CVRD pelos trilhos da rede ferroviária nacional. Ou por qualquer outra equação que troque por ela a madeira vegetal desperdiçada em portos, construção civil ou cercados. O resultado, conclui Geraldo Pilz, “é que a esta hora eu estaria cercado de concorrentes e pagando anúncios na televisão, pedindo para comprar a domicílio todo o lixo plástico que os cariocas quisessem me vender. Dava para buscá-lo de casa em casa. E ele sumiria de nossas cidades, como sumiu a lata de alumínio, desde que o Brasil resolveu reciclá-la”.

Matérias:

10/04/2011

Mono tocón subsiste en pequeño paraíso privado

Un bosque joven, plantado por una mujer de la Amazonia peruana, atrajo a unos 40 ejemplares de un pequeño primate que ya no encuentra lugares donde sobrevivir.
JUANJUÍ l Tierramérica  Por Milagros Salazar, enviada especial

La especie Callicebus oenanthe sólo habita en esta zona selvática de San Martín, Perú.
Un área de conservación de apenas 23,5 hectáreas se transformó en refugio de un animal único y en peligro en la región nororiental San Martín: el mono tocón. Una mujer que ama la vida rescató este lugar hace 17 años.
De pronto se escuchan unos cantos guerreros. Algunos provienen del norte, otros del sur, luego del oeste y del este. Marcan el territorio al amanecer y proceden de 10 familias de monos tocones (Callicebus oenanthe), cada una de cuatro miembros: padre, madre y dos vástagos.
"Cada uno grita en diferente momento, pero todos entre las seis y 7:30 de la mañana", describió a Tierramérica la joven bióloga estadounidense Josephine (Josie) Chambers, que muestra emocionada las pruebas en videos y fotos.
Son color entre parduzco y anaranjado y miden 30 centímetros de largo. Algunos miran con curiosidad a la cámara, otros se esconden y emiten ruidos en señal de peligro. Todavía existen y se han refugiado en el área de conservación privada Pucunucho, en la provincia Mariscal Cáceres de San Martín, administrada por la no gubernamental Amazónicos por la Amazonía - AMPA.
Esta región es una de las tres más deforestadas de la Amazonia peruana. Para afrontar el problema, organizaciones sociales y pobladores consiguieron que el Estado les concediera cuatro áreas de conservación con una superficie total de 267.133 hectáreas, amparándose en la Ley Forestal y de Fauna Silvestre de 2000.
Pucunucho forma parte de esa red para preservar o restaurar la biodiversidad.
"Sorprende que un bosque joven como el Pucunucho, recuperado en sólo 16 años, pueda ser el refugio de una especie en vías de extinción", dijo Chambers, que a los 21 años ya tuvo oportunidad de trabajar con los monos colobos rojos de Uganda y los monos machín de cara blanca de Costa Rica.
Los tocones pueden vivir apenas hasta una altitud de 1.000 metros sobre el nivel del mar, en las zonas bajas donde más ralean los bosques, que han cedido terreno a la agricultura, la ganadería y los centros urbanos. Pucunucho, por ejemplo, está a apenas 10 minutos en automóvil de la zona urbana de Juanjuí, capital de Mariscal Cáceres.
"Se requiere ampliar su hábitat para que no se queden aislados porque, si no, en 30 o 40 años van a desaparecer al no haber intercambio genético", describió la bióloga.
El Proyecto Mono Tocón aspira a crear un corredor de 180 hectáreas. Para eso se requiere ayuda de los vecinos del lugar, pues deben ceder una parte de sus terrenos.
El corredor se ubicaría en las zonas laterales de la microcuenca del río Pucunucho, que nace entra las cuencas de los ríos Huallaga y Huallabamba.
"Sí, estaría dispuesto a ayudar a cuidar a los monitos", dijo a Tierramérica Isaías Moreno, de 70 años y vecino del Pucunucho. El quiere seguir los pasos de Trinidad Vela, una mujer ahora de 74 años que en 1994 empezó el rescate de este bosque cultivando especies oriundas de la zona.
"Hubo una mano inteligente de mi madre: primero buscó plantas propicias como las leguminosas para recuperar el suelo, después cultivó yacushimbillos (Inga sp.), aguajes (palmeras Mauritia flexuosa), moenas (Aniba gigantiflora), caobas, todo en desorden como en un bosque natural", explicó emocionada a Tierramérica la bióloga Karina Pinasco, hija de doña Trinidad, como se la conoce en la zona.
La cruzada iniciada por su madre permitió recuperar el caudal del Pucunucho, que estaba seco. En 2005, esa agua salvó a sus vecinos agricultores de una fuerte sequía. Hoy, la sorpresa son los monos tocones, que se alimentan principalmente del yacushimbillo y de frutas.
"Cuando empecé a recuperar el bosque, no pensé que se convertiría en un hábitat con tanta vida", dijo Vela a Tierramérica.
Pero las amenazas están latentes porque los pobladores cazan a los monos como alimento y hay proyectos de desarrollo que no consideran el impacto ambiental.
En abril de 2010 la empresa estatal Electro Oriente deforestó parte de la zona para colocar una torre de alta tensión sin pedir permiso. Pinasco hizo entonces una valorización de las especies de flora y fauna afectadas, que ascendía a 117.357 dólares.
La compañía fue denunciada de inmediato, pero la fiscalía ambiental regional notificó a Pinasco hace poco que no existió delito ambiental.
En Pucunucho hay una gran riqueza de especies. El equipo de biólogos que investigó a los tocones ha identificado variedades de aves como pavas de monte, tucanes, colibríes y shanshos (Opisthocomus hoazi), considerados el eslabón perdido de las aves primitivas, una suerte de reptiles emplumados.
"Perú es un país megadiverso que da vida a especies únicas en esa transición entre la selva y (la cordillera de) los Andes. Hay mucho que investigar aquí", dijo a Tierramérica el biólogo español César Aguilar.
Chambers y Aguilar llegaron a San Martín enviados por la organización no gubernamental británica Neotropical Primate Conservation. Aquí tomaron contacto con AMPA y con un grupo de jóvenes ingenieros ambientales de la zona que desde 2007 trabajan en el rescate del mono tocón, entre ellos Sergio Rodríguez.
"Me llamó la atención la forma en que se agrupan (los tocones) y que, a diferencia de otras primates, es el macho el que carga las crías y no la madre", dijo Rodríguez, de AMPA.
Según las indagaciones de este grupo, la especie se encuentra en la zona del Alto y Bajo Río Mayo y llega hasta el Huallaga central, en una extensión de 8.640 kilómetros.
"Queremos hacer un circuito turístico para que nuestra gente conozca lo que tenemos", señaló el alcalde de la provincia Mariscal Cáceres, Renán Saavedra, quien el lunes 4 de abril recorrió muy temprano el Pucunucho y escuchó los cantos guerreros de los monos

27/03/2011

Hardwood Floors Follow Trees' Natural Shape, Getting More From Less

Bolefloor offers floorboards, cut using custom algorithms, that follow the natural warp and weft of trees.
 
"Life is not a straight line," says Bolefloor's website. Cheesy, yes, but also true -- literally: trees don't naturally grow in ruler-straight lines, so why should the wooden floorboards that we hew out of them? Slashing all the natural curves, knots, and imperfections out of the wood means waste; Bolefloor uses custom software to scan the wood and take its natural forms into account when cutting the boards. Which means, in Bolefloor's words, "more floors per forest." Plus, they look amazing:
bolefloor
Bolefloor
Bolefloor's "optimization" process uses CAD/CAM systems and custom algorithms devised with the help of the Institute of Cybernetics at Tallinn University of Technology. The software scans lumber for natural edges and takes imperfections into account so that boards can be cut to fit together naturally like jigsaw pieces. They claim the process follows each board from the raw-lumber stage all the way to installation in your home, office, or anywhere else you want to show off your commitment to haute naturel interior design.
bolefloor
Not content just to display their ingenious hardwood floor designs, Bolefloor kicks it up a notch and compares their technology to the invention of the printing press. "Just as Gutenberg’s invention literally freed the book from monastic confines, Bolefloor technology makes natural curved-length flooring available at a price not considerably more than today’s fine wood flooring," they crow.
[Read more at Bolefloor | via Springwise]

30/01/2011

Supermicroscópio mostra detalhes raros de objetos do dia a dia

DA BBC BRASIL
Um fotógrafo revelou detalhes nunca vistos de objetos de uso doméstico ampliando até milhões de vezes o tamanho das imagens capturadas.
Usando um microscópio eletrônico de varredura, Steve Gschmeissner registrou imagens surpreendentes e inusitadas em terceira dimensão de diversos artefatos presentes na casa, como papel adesivo, escova de dentes e fio dental, palito de fósforo e escova de maquiagem.
O microscópio especial bombardeia objetos com um feixe fino de elétrons de alta energia. Parte desses elétrons é desviada e um detector converte este sinal em imagem.
Gschmeissner, 61, diz que o aparelho é "um brinquedo de criança" para ele. Um microscópio deste grau de sofisticação pode custar até R$ 1,6 milhão.
Outra série de fotografias de Gschmeissner exibem detalhes do exoesqueleto de insetos e aracnídeos, como moscas, pulgas e aranhas.







Imagem ampliada em 3-D mostra objetos de uso cotidiano como deste fio dental usado; veja galeria de fotos
Imagem ampliada em 3-D mostra objetos de uso cotidiano como deste fio dental usado; veja galeria de fotos    

15/01/2011

Developing metamaterials that emulate nature's camouflage masters

Nanotechnologists, marine biologists, and signal-processing experts from Rice Univ., the Marine Biological Laboratory in Woods Hole, Mass., and other U.S. universities have won a $6 million grant from the Office of Naval Research to unlock the secrets of nature's best camouflage artists. Ultimately, the team hopes to create "metamaterials" that emulate some of the elegant skin colors and patterns produced by marine animals.
"Our internal nickname for this project is 'squid skin,' but it is really about fundamental research," said Naomi Halas, a nano-optics pioneer at Rice and the principal investigator on the four-year grant. "Our deliverable is knowledge—the basic discoveries that will allow us to make materials that are observant, adaptive and responsive to their environment."
Halas said the project was inspired by the groundbreaking work of grant co-investigator Roger Hanlon, a Woods Hole marine biologist who has spent more than three decades studying the class of animals called cephalopods that includes the squid, octopus and cuttlefish. One of Hanlon's many discoveries is that cephalopod skins contain opsins, the same type of light-sensing proteins that function in eyes.
"The presence of opsin means they have some primitive vision sensor embedded in their skin," Halas said. "So the questions we have are, 'What can we, as engineers, learn from the way these animals perceive light and color? Do their brains play a part, or is this totally downloaded into the skin so it's not using animal CPU time?"
Halas said the project has several tracks. The team's marine biologists—Hanlon and Thomas Cronin of the Univ. of Maryland, Baltimore County—will investigate how cephalopods sense and use light to regulate their skin's patterns, colors, and contrasts.
"This project will enable us to explore an exciting new avenue of vision research—distributed light sensing throughout the skin," Hanlon said. "How and where that visual information is used by the nervous system is likely to uncover some novel neural circuitry."
It will be up to the team's engineers to try and emulate cephalopod skin using new metamaterials, materials that blur the line between material and machine. Halas said the group plans to use patterns of organized nanostructures to create sheets of materials that can change colors quickly—like the pixels of a high-definition television screen—but which can also "see" light in the same way that squid skins do. A key component of the material will be unique clusters of nanomaterials discovered by Rice chemist Stephan Link, a co-investigator on the grant. Halas said Link's materials are very sensitive to changes in their environment and can more easily change colors than other nanomaterials.
Another type of nanoparticle will likely be used for light sensing, and the team will also need a control mechanism, a system for processing incoming light signals and generating camouflage output. Co-investigator Peter Nordlander, a Rice physicist, will work on optics, and materials scientist John Rogers, a co-investigator at the Univ. of Illinois, will help bring everything together into a package that's large enough to be seen without a microscope.
"This is an inherently multidisciplinary problem," Halas said. "No one is going to understand this unless you have marine biologists talking in detail to systems engineers, who talk in detail to nanotechnologists, who talk in detail to the people who integrate everything. There has to be strong dialogue among everyone."
Halas said the biggest surprise so far has been the close affinity that's developed between Hanlon and Rice signal-processing expert Rich Baraniuk, the leader of the team's systems engineering effort.
"You would think that applied mathematicians and marine biologists would have almost nothing in common," she said. "But they have more in common than the rest of us. They are thinking about basically the same problems, but they are thinking about them from very different points of view."
SOURCE

14/01/2011

Casca de banana transformada em pó pode despoluir água

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima.
Descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.
O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.

Editoria de Arte/Folhapress
"Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.
Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros --como as nanopartículas magnéticas--, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.
Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.
MASSA CRÍTICA
"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.
O método de despoluição se aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.
Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.
Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.
"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.
As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.
O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5 mg do pó de banana.
Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".
O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.
Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel --muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.
Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial.

03/09/2010

Liquid Wood: 100% Organic replacement for everything plastic

organic liquid wood 2


German inventors have developed a new material which holds the promise of replacing everything plastic with something as natural as wood. The material in question is called the Arboform. It is produced after combining lignin, a discarded element of regular wood with natural resins, flax and fiber.